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09/02/2018 às 08:59
Padre Wladimir concede entrevista à Gazeta Palmeirense

Como já é de conhecimento de todos, padre Wladimir Porreca, que, por quase 18 anos, esteve à frente da Paróquia Santa Cruz, em Santa Cruz das Palmeiras, estará assumindo a Paróquia de São Sebastião, na cidade de Mococa, no dia de hoje, sexta-feira 2, com uma missa de apresentação às 19h30, na Igreja de São Sebastião.

 

Essa Celebração Eucarística, que será presidida pelo bispo diocesano de São João da Boa Vista, Dom Antônio Emídio Vilar, deverá contar com grande número de fiéis não só da cidade de Mococa, mas também de toda a região, pois o padre Wladimir é muito querido por todos.

 

Na última quarta-feira, às 19h30, padre Wladimir celebrou, em nossa cidade, uma missa na Igreja Matriz do Sagrado Coração de Jesus (Paróquia Santa Cruz), com o objetivo de convidar, de forma toda especial, o povo palmeirense para sua missa de apresentação e acolhida na Comunidade Paroquial de São Sebastião, Mococa, ocasião em que concedeu, com exclusividade, a seguinte entrevista à Gazeta Palmeirense.

Nestes quase nove anos de sua despedida da Paróquia Santa Cruz, de nossa cidade, onde o senhor esteve e o que fez? Primeiramente, agradeço muito ao nosso Jornal Gazeta Palmeirense por poder estar mais perto das pessoas queridas, sempre lembradas em minhas orações. Agradeço, de forma especial, a você, Juracy, pelo empenho e atenção que sempre tem dado às notícias de nossa Diocese. Deus lhe pague! Muito obrigado! Respondendo à pergunta, informo que, depois de deixar fisicamente a nossa terra, fui para o Canadá a fim de aprimorar os meus estudos - já que eu estava em fase final para a defesa de minha segunda tese de doutoramento na USP, em Ribeirão Preto - e me preparar para assumir a Paróquia da Imaculada Conceição, em Winnipeg. Depois da defesa da tese e permanecer como administrador paroquial, por dois anos e meio, em Winnipeg, os bispos do Brasil solicitaram ao Bispo Diocesano da nossa Diocese de São João da Boa Vista os meus serviços na assessoria à Comissão Nacional para a Vida e Família. E com a ajuda da Comunidade Missionária Providência Santíssima, nas pessoas do Padre Orlando, Irmã Néia e Irmã Zélia, que organizaram condições para me substituir nos trabalhos paroquiais em Winnipeg, pude retornar ao Brasil para trabalhar na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Após dois anos nesse serviço à Igreja, na Comissão para a Vida e Família, fui agraciado, por ter sido aprovado num concurso na Universidade de Brasília, com uma bolsa de estudos e um pós-doutoramento, e, com isso, pude reiniciar as minhas pesquisas com família, no Departamento de Psicologia Clinica da UNB. Nesse tempo fui acolhido pela Arquidiocese de Brasília, e exerci o meu ministério de padre auxiliando a Paróquia de Nossa Senhora do Lago, a do Pai Nosso, e outras Comunidades Paroquiais, em Brasília, que solicitavam a minha ajuda. Pude prestar inúmeras assessorias a Regionais, Arqui/Dioceses e Comunidades no Brasil, que me solicitavam, normalmente, assessorias relacionadas à temática "Família". E agora, com a solicitação de Dom Vilar, retorno aos trabalhos pastorais em nossa Diocese, na Comunidade Paroquial de São Sebastião, e inicio a finalização do meu contrato com a Universidade de Brasília. Após a minha saída física de Santa Cruz das Palmeiras, pude experimentar a saudade das duas famílias que tinha (a de Pinhal e a de Santa Cruz das Palmeiras), a providência de Deus, a bondade das pessoas, a beleza da nossa Igreja e a dignidade da ciência. Deus seja louvado por me sustentar e proporcionar tantas experiências na sua misericórdia e bondade.

Que teses o senhor defendeu em seu mestrado e doutoramento e que obras literárias resultaram delas? No mestrado, na USP, em Ribeirão Preto, em Psicologia, a tese defendida foi "Famílias recompostas: casais Católicos em Segunda União". No primeiro Doutorado na UNESP, em Franca, no Serviço Social, a tese foi "Família: sujeito social geradora de Capital Social Familiar. No segundo Doutorado, também na USP, em Ribeirão Preto, em Psicologia, a tese foi "Filhos no recasamento: estudo de caso com famílias em segunda união". Pós-Doutoramento na Pontifícia Universidade Lateranense, em Roma: "Família: Comnunnio Personnarum no pensamento de Karol Woityla". Pós-Doutoramento na Universidade de Brasília, em Brasília: "Manutenção do vínculo conjugal". Atualmente nas Universidades brasileiras, escrever artigos científicos e capítulos de livros são mais bem-vindos do que livros, porém consegui construir três livros que puderam ajudar também o trabalho pastoral da Igreja com a Família: 1º) - Casais Católicos em segunda união: sofrimentos e esperanças, Edusc. 2º) - Famílias em segunda união: questões pastorais Paulinas (4a. edição). 3º) - Filhos: adaptações e desafios na família em segunda união, Paulinas.

Por que o senhor está retornando à Diocese de São João da Boa Vista e como se deu a sua nomeação como pároco da Paróquia São Sebastião, em Mococa? O nosso Bispo Diocesano considerou necessário o meu retorno. Acredito que ele deve ter tomado essa decisão, porque eu lhe havia manifestado no dia de minha primeira conversa com ele que um dia voltaria à Diocese, que eu não tinha nenhuma pretensão em me incardinar em outra Diocese, pois amo a minha terra. Disse-lhe, também, que sempre estaria à disposição dele e da Diocese no que precisassem. E, passado alguns meses, ele me perguntou se eu teria disponibilidade em retornar para a Diocese. Eu disse que manteria sempre a minha palavra de disponibilidade, embora não tivesse pensado que seria tão cedo meu retorno, principalmente porque em Brasília tenho um contrato na Universidade, tinha pacientes no consultório e uma vida estabilizada, mas acolhi com confiança o seu pedido, como sinal de Deus. E, depois de rezar e pensar muito, resolvi que agora seria a hora de viver o que ensino... Só Deus! No entanto, só bem depois fiquei sabendo por ele que poderia ser um serviço em Mococa.

O senhor tem algum conhecimento sobre a realidade da Paróquia São Sebastião? Se sim, pretende implantar algum trabalho novo ou vai dar continuidade aos que vinham sendo realizados? Conheço a Comunidade Paroquial de São Sebastião pelo atendimento às confissões que lá fazíamos, nós padres, no tempo da Quaresma. Trago sempre a lembrança do Monsenhor Demóstenes, que também trabalhou em nossa terra e depois foi prestar os seus serviços pastoreios lá. Mas sempre escutei que lá existe um povo comprometido com a causa de Jesus Cristo e que busca viver, apesar das limitações humanas, o Evangelho. Minha missão de padre, e como Igreja, é continuar o que já se tem feito, a Igreja não começa e não termina comigo. Minha missão é continuar, no tempo que Deus e a Igreja me concedem estar lá, a obra do Reino, procurando animar as pessoas a irem para perto do Criador e viverem o Evangelho, e eu me incluo entre elas. É claro, dando um tom próprio meu naquilo que Deus me deu e dá como dom e graça.

O senhor contará com a presença de vigário e/ou diácono para auxiliá-lo? Por hora, não. Isso o bispo deverá ver com o tempo e com a disponibilidade de ministros ordenados.

O senhor ainda nutre o desejo de ser sepultado aqui em Santa Cruz das Palmeiras? Ué, nutro não, isso já foi oficializado. Para mim, já é certo. Assim espero.

Que mensagem o senhor gostaria de deixar ao povo palmeirense? O Hino da nossa cidade, por si só, expressa tudo o que sinto por esta terra bendita e pelas pessoas que vivem à sombra dos braços redentores da Cruz de Nosso Senhor e que estão refugiadas em seu Coração adorado: "Ó Santa Cruz das Palmeiras? É minha rica cidade/ Torrão de amor e alegria/ Berço da felicidade/ O seu nome é consagrado/ E nesta terra conduz/ Foi por Deus abençoado/ Por nome de Santa Cruz/ Terra querida adorada/ É rodeada de flores/ Quem te viu jamais te esquece/ Ó terrinha dos amores/ Alguém conta sua história/ Ó terra hospitaleira/ Feliz de quem te pertence/ Ó Santa Cruz das Palmeiras/ Tuas paisagens tão lindas/ Lá onde me viu nascer/ Onde os passarinhos cantam/ Alegres no amanhecer/ Quem nesta terra nasceu/ E pra longe foi morar/ Quando aperta a saudade/ Volta aqui pra aliviar/ Terra querida adorada/ É rodeada de flores/ Quem te viu jamais te esquece/ Ó terrinha dos amores/ Alguém contou tua história/ Ó terra hospitaleira/ Feliz de quem te pertence/ Ó Santa Cruz das Palmeiras/ Feliz de quem te pertence/ Ó Santa Cruz das Palmeiras". Deus seja Bendito pela nossa terra: Nosso Recanto de Fé, Amor e Trabalho.

 

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